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Rubi

Bacharela em Cinema e Audiovisual, pós graduada em Arte - Educação.  

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Adelen Cheronwiny - Rubi
Direção Teatral e Audiovisual
Bacharela em Cinema
adelen.cheronwiny@gmail.com

       Ainda em 2012, de forma autônoma, iniciei uma pesquisa exploratória sobre o método e categoria de espetáculo teatro - esporte, equilibrando análise dos jogos com investigações acerca de: aspectos fundamentais do teatro, com especial atenção à história e características da comédia; teatro como ferramenta de luta contra as desigualdades; os fundamentos e capacidades interativas do esporte; relação do teatro com a saúde e o bem estar social; as naturezas do entretenimento; técnicas de preparação de ator e aquecimentos que funcionam para a prática de improvisação teatral e por fim, especificamente, as metodologias da improvisação teatral com jogos, propostas por Keith Jonsthone, Viola Spolin, Neva Boyd, pelo diretor e pesquisador brasileiro contemporâneo Zeca Carvalho com as obras “O Corpo no Teatro de Improviso" e “Jogos de Teatro de Improviso”, comparando e complementando também com as teorias e métodos do psicodrama através do Teatro da Espontaneidade de Jacob Levy Moreno e a prática do teatro político, manifesto no Teatro do Oprimido e no Teatro Fórum de Augusto Boal, constantemente motivada pela atuação de resistência ao racismo estrutural no Brasil, inspirada pelo entusiasmo criativo de Abdias do Nascimento, marcante em seu trabalho: Teatro Experimental do Negro - TEN (1941 - 1961). O sistema Stanislavski é mantido como base para o aprimoramento do trabalho do ator e o Teatro Dialético de Bertolt Brecht é revisitado como suporte para provocação do pensamento crítico através de um conjunto de técnicas presente no conceito Verfremdungseffekt (Efeito de Distanciamento). Para entender os contextos e características da dramaturgia moderna, reúno os escritos de Peter Szondi e para mergulhar na prática da comédia moderna com improvisação, o livro “Truth in Comedy” (Verdade na Comédia) escrito por Dell Close e Charna Halpern, é um conteúdo indispensável. As reflexões sobre o riso, de Henri Bergson em seu livro “O Riso: Ensaio Sobre o Significado do Cômico” (1990) e as observações da pesquisadora brasileira Raquel Gouvêa em seu artigo "O Corpo do Improvisador" (2012), também ancoram nesta pesquisa.

        O projeto tornou-se uma atividade de grupo finalmente na cidade de Cachoeira - BA, em 2014 quando colegas do Centro de Artes, Humanidades e Letras (UFBA), durante os meus primeiros passos como aluna do bacharelado em Cinema e Audiovisual, aceitaram o convite para realizarmos encontros semanais dedicados a estudos em torno da comédia, envolvendo leituras coletivas, apreciação de filmes e prática deliberada de teatro - esporte, incluindo comentários e críticas em que todos pudessem se ouvir e aprender de forma dinâmica e corajosa neste ambiente que funcionou, e funciona, como uma rede de segurança. Para que estes encontros fossem possíveis, o grupo teve apoio da ONG Casa de Barro, que forneceu acesso gratuito a uma de suas salas. Neste contexto, formou -se a primeira turma, que resultou no primeiro elenco oficial, estreia do primeiro show de comédia com improviso e desde então, o grupo sofre transformações relativas à adaptações de crescimento, mas ainda sem planos para encerrar as atividades. O nome da companhia foi inspirado no poema “Bocó” de Manuel de Barros, em que entre outras definições do termo Bocó, ele descreve que: “Bocó é sempre alguém acrescentado de criança”. O poema está presente nas obras: Matéria de Poesia; Uma Didática da Invenção e O Fazedor do Amanhecer.

Última atualização: 04/ 03/ 2025

© CIA BOCÓ  
Comédia e Improviso

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